Na tentativa de elaborar um discurso com o
meu "eu interior" decidi escrever esse post pra ver se consigo me
compreender mais.
Nesta tarde tive uma conversa com minha
mãe sobre a minha carreira, e foi quando ela disparou "se eu fosse você
desistia da faculdade e fazia outra" mas não foi isso que me deixou
perplexo, mas o fato do meu reconhecimento de que a profissão que sigo é de poucos
destaques e de gente vivendo em redações 24 horas por dia à base de café e
notícias feitas a toque de caixa sobre fatos mesquinhos e as vezes
repudiantes.
Não se trata aqui de estar desiludido com
a profissão que será a minha mais tarde, se trata de uma possível desilusão
futura quanto ao destaque que gostaria de ter, seja como correspondente
internacional ou mesmo professor de jornalismo em alguma instituição no Brasil
ou em algum outro lugar do mundo.
Tenho receio de me lançar no mercado de
trabalho e deixar os estudos que quero tanto fazer -doutorado- e me arrepender
depois, e assim viver a base da cafeina das redações. Nunca pensei em deixar o
jornalismo, posso ser um jornalista pobre mas seria o mais frustrado dos seres
humanos se desistisse agora do meu sonho.
E é finalizando esse post que dou fim as
minhas angustias, percebo que a resposta nem sempre está em se olhar pra
frente, mas sim em ver e viver o presente do melhor modo possível, aproveitando
as oportunidades que surgirem e dando a mim mesmo um tempo que talvez seja mais
precioso que o porvir.


